sexta-feira, 19 de abril de 2013

Tormenta

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Um pensamento durante a madrugada....

Tormenta
Que me atormenta
Que me estremece o espírito
Não um espectro retorcido

A sombra inquieta
Observando, esperando
Vigília secreta
A tormenta

Real tormenta
É a imagem corroída
Por seres bestiais

Bestas infernais
Festejando sobre a carne
De alguem que outrora amei...

                        Filipe Santo

sexta-feira, 22 de março de 2013

Pulsar


Este poema escrevi na madrugada de quarta para quinta, em uma de minhas insônias. Quando os pensamentos impedem de relaxar e conseguir um sono digno. Ultimamente tenho estado muito reflexivo com relação ao amor, à vida, à morte. Não vou me prolongar aqui sobre isto.
Estou a muito tempo sem escrever muita coisa. E sem ler muita coisa. Muita preocupação com a minha faculdade, aquela correria. Atrasei bastante o curso e estou correndo contra o tempo para terminar tranquilamente. Essa é a minha desculpa.
Mais uma vez sobre este meu poema, escolhi não obedecer métrica e dispensei a rima. Só ordenei as estrofes agora, durante a edição da postagem, e é uma organização, de certa forma, bem intuitiva. Talvez incorporei estes elementos por influência de uma autora que li um pouco numa disciplina que cursei ano passado na faculdade... Novamente fugi "daquele formato" (que já falei aqui sobre esse vício numa postagem anterior), o qual estava muito preso, aprisionado.

Um Forte Pulsar...
É a chama rubra
que arde no lado
esquerdo do tronco
de uma velha árvore

O vento balança suas
folhas
como os meus cabelos
Esta árvore respira
o meu ar

É uma planta de analogia
que com suas galhas tento
tocar-la o seio, rosa
E tento ser paisagem
aos teus olhos

Enquanto isso a chama
queima
E consome pouco a pouco
a vitalidade da sonhadora
árvore

Tão longa e ao mesmo tempo
Tão breve e passageira
E o vento se encarrega
de apagar tudo
Leva tudo e só me restam
Marcas


             Filipe Santo

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A Verdade

Imagem extraída do site: http://www.debatesculturais.com.br/o-homem-e-o-universo-infinito/

 Esses versos me vieram à mente durante uma conferência de gnose. Fiquei louco para anotar. Não sei como me lembrei, algumas horas depois da conferência. E não sei se alguém já os escreveu antes, acredito que sim. Mas valeu a tentativa!


A Verdade

A verdade além do prosáico
Além da prosa
No verso
O único verso
O universo!

                  Filipe Santos

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Relato de Sonho

 This picture is from: http://tinyurl.com/3oxxlfw

Eu, agora estou me acostumando a escrever toda vez que sonho e me lembro. Faço uma anotação de como foi esse sonho. E como esse foi um sonho curto, ou a lembrança é pouca, e também atendendo ao contexto do sonho que era estudando e/ou escrevendo poesia, resolvi escrever esse soneto. Acordei agora de madrugada, o que tem virado rotina para minha insatisfação...
Este soneto foi motivado pelo relato de sonho entre 01-11-2011 e 02-11-2011. Ah! É dia de finados.

Feliz dia de finados a todos!

Parece lúgubre meus votos, mas se pensar na festa de finados que há no México. Faz muito sentido! Porque?!
Pelo pouco que eu li a respeito, eles celebram de forma alegre esse dia, pois para eles o dia de finados é o dia em que os espíritos dos entes queridos vêm à terra visitar os familiares. Então nada melhor que uma festa para prestar respeito e receber familiares que não vimos a tempos.

Mas o soneto não tem a ver com isso, e é até um pouco chulo! Mas o chulo é a graça desse soneto. Que é justo o que aconteceu comigo na madrugada. Afinal na vida é preciso um pouquin di sacanage!

Relato de sonho

Acordei prematuro
Com idéia de futuro
Ou apenas possibilidade
Confuso na mentalidade

Olhos acostumados ao escuro
No início foi pouco duro
Desconfortante na verdade
Ter que tornar à claridade

Mas na verdade, a necessidade
Estava no cinzeiro
Por isso privei-me de sono inteiro

Por uma vontade sem vontade
Pois do sonho - um bom nevoeiro
Só me restou a saudade.

                        Filipe Umbrae

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sensação


 Esse poema escrevi logo que terminei de postar o anterior. As sensações e sentimentos nos enche todos os dias de coisas boas e coisas ruins... Na verdade não são coisas ruins, são boas em si, mas os vestigios e tudo aquilo que nos cerca, muitas vezes nos traz dor e desespero. Mas creio que não são, os dois últimos, sentimentos ruins também. Os efeitos são de fato desconfortantes, mas pelo menos alguma coisa de bom nos traz. Quando caímos nos levantamos mais fortes. E isso nos faz sentir vivos.

 E é isso a vida continua, até que se prove o contrário...
 
Sensação

Cheiro sangrento
Se espalha no ar
Invade o vento
Com o meu sangrar

Doce acalento
Em se acarinhar
Vil sofrimento
De muito acoitar

Preste ou lento
Faz-me cantar
De sede sedento

Luxo sedentar
Súbito aumento
De voz vozear

          Filipe Umbrae