Olá! Após 4 longos mêses sem postar nada, sem escrever nada e sem produzir nada... entre outros probleminhas, volto a lhes escrever. Também posso lhes dizer que estou de férias! Na verdade não sei se isso vai me ajudar a produzir mais, escrever mais ou se isso irá apenas atenuar a minha preguiça... Não sei, mas um dia mato-a, antes que ela me mate!!! Enfim! Acabei de escrever esse soneto, pensando em um grande amigo meu. Pode ser estranho "para alguns" dedicar um poema à um amigo, mas acho isso completamente normal. Afinal, amizade é algo que valorizo bastante. As boas amizades, é claro! Por que existem amigos que ao invés de adicionar, subtraem. E isso eu digo não me referindo ao material, mas a vida em geral... E esse amigo me é muito especial, assim como todos os meus amigos, de verdade, são!!! Enfim! Aí vai o soneto, saiu do forno agora!!!
Demônio Nordeste
Ao longe, nos limites de minhas vistas
Paira sombria forma em regiões agrestes
Tão longe em arenosas pistas
Perambulando em nortes e lestes
Seu comportamento, enigmático,
Se distorce nas profundezas da mente
Ora agitado, nostálgico...
Ora moribundo, seco, doente...
Enigmas, sob um sol desértico
E uma noite gélida, indecifráveis
Voam nos limites do real e do fantástico
Em ruínas de noites intermináveis
Numa metamorfose entre o cético e o místico
Especulo o irreal e o lógico
Filipe Umbrae