Este poema escrevi na madrugada de quarta para quinta, em uma de minhas insônias. Quando os pensamentos impedem de relaxar e conseguir um sono digno. Ultimamente tenho estado muito reflexivo com relação ao amor, à vida, à morte. Não vou me prolongar aqui sobre isto.
Estou a muito tempo sem escrever muita coisa. E sem ler muita coisa. Muita preocupação com a minha faculdade, aquela correria. Atrasei bastante o curso e estou correndo contra o tempo para terminar tranquilamente. Essa é a minha desculpa.
Mais uma vez sobre este meu poema, escolhi não obedecer métrica e dispensei a rima. Só ordenei as estrofes agora, durante a edição da postagem, e é uma organização, de certa forma, bem intuitiva. Talvez incorporei estes elementos por influência de uma autora que li um pouco numa disciplina que cursei ano passado na faculdade... Novamente fugi "daquele formato" (que já falei aqui sobre esse vício numa postagem anterior), o qual estava muito preso, aprisionado.
Um Forte Pulsar...
É a chama rubra
que arde no lado
esquerdo do tronco
de uma velha árvore
O vento balança suas
folhas
como os meus cabelos
Esta árvore respira
o meu ar
É uma planta de analogia
que com suas galhas tento
tocar-la o seio, rosa
E tento ser paisagem
aos teus olhos
Enquanto isso a chama
queima
E consome pouco a pouco
a vitalidade da sonhadora
árvore
Tão longa e ao mesmo tempo
Tão breve e passageira
E o vento se encarrega
de apagar tudo
Leva tudo e só me restam
Marcas
Filipe Santo