segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Nomes e Família

  
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Bem,vou postar aqui um soneto que fiz como trabalho de uma disciplina da faculdade. Pra ser sincero não gostei muito, mas algumas pessoas gostaram. Como é de meu costume, vou fazer uma revisão para postar aqui. Se me for interessante, reedito!
Pois é, chegando às férias,... ia viajar, talvez não mais,... muito trabalho da faculdade pra fazer,...
Por falar em trabalho, uma coisa complicada é o tal do Trabalho em grupo. É terrível fazer um trabalho dependendo dos outros. Não faço mais aqueles trabalhos com "linha de produção", onde cada membro do grupo faz sua parte. E quando não fazem, um paga o pato. Um dos membros tem que fazer tudo sozinho, e pior, em cima da hora. Se eu fizer esse tipo de trabalho denovo, vou ser um "Ditador Onipotente", cordendando e contando cada passo de cada membro do grupo. Trabalho em dupla?! Como diria o corvo da poesia: - "Nunca Mais..."

O trabalho que fiz nesse soneto, era pra fazer um texto contando a história do meu nome, por que e como minha família escolheu meu nome?.. A resposta é que meu primeiro nome (nome esse que não gosto e não vou citar), foi meu pai quem escolheu. Porque meus avós colocaram em cada um dos filhos, nomes com o prefixo cle, então ele quis aproveitar a idéia ou seguir essa tradição.
Aí vai o soneto!



Nomenclatura familiar

Estranho essas pessoas classificadas
como elementos químicos
várias nomenclaturas derivadas
de N’ésimos prefixos e sufixos

Em meio a essa mania intrigada
repleta de Josés Carbônicos,
Marias Ácidas, Joãos Sódicos,...
minha família sentiu-se obrigada

Duas gerações afetadas
por um hábito Clorídico*
em constantes prefixadas

Nessa inspiração de teor bem raro
e um organograma bem fatídico,
eu tive que pagar bem caro

                                      Filipe Umbrae

* Na tabela periódica a sigla do elemento cloro é Cl.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Demônio Nordeste


Olá! Após 4 longos mêses sem postar nada, sem escrever nada e sem produzir nada... entre outros probleminhas, volto a lhes escrever. Também posso lhes dizer que estou de férias! Na verdade não sei se isso vai me ajudar a produzir mais, escrever mais ou se isso irá apenas atenuar a minha preguiça... Não sei, mas um dia mato-a, antes que ela me mate!!! Enfim! Acabei de escrever esse soneto, pensando em um grande amigo meu. Pode ser estranho "para alguns" dedicar um poema à um amigo, mas acho isso completamente normal. Afinal, amizade é algo que valorizo bastante. As boas amizades, é claro! Por que existem amigos que ao invés de adicionar, subtraem. E isso eu digo não me referindo ao material, mas a vida em geral... E esse amigo me é muito especial, assim como todos os meus amigos, de verdade, são!!! Enfim! Aí vai o soneto, saiu do forno agora!!!

Demônio Nordeste


Ao longe, nos limites de minhas vistas

Paira sombria forma em regiões agrestes

Tão longe em arenosas pistas

Perambulando em nortes e lestes


Seu comportamento, enigmático,

Se distorce nas profundezas da mente

Ora agitado, nostálgico...

Ora moribundo, seco, doente...


Enigmas, sob um sol desértico

E uma noite gélida, indecifráveis

Voam nos limites do real e do fantástico


Em ruínas de noites intermináveis

Numa metamorfose entre o cético e o místico

Especulo o irreal e o lógico


Filipe Umbrae


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Abraço


Mês meio turbulento. Não por causa das festividades, pois não gosto muito de certas datas comemorativas, mas enfim...
Ninguém lembra mesmo meu aniversário (Heheheh...), e espero que continuem não lembrando... Não ligo mais pra isso. E a preguiça e o tédio estão me matando (que dramático D': Kkkkk...)...
Não quis passar esse mês, que nada tem de especial pra mim, sem postar, por isso resolvi, por questões de honra, postar esse poema... Escrito em 2005-2006 e revisado agora.


O Abraço

O Sangue, que corre pelas veias
Pelas veias de todos corre
Como a morte que tece suas teias
À todos acolhe

E assim o mundo morre
Por isso, amigo, olhe!
A dor
Que não escolhe cor

Afaga todos com sua torturante
Presença
Executando, de cada um, cada sentença.

Pobre ignorante
Aquele que não enxerga o que faço
Pois não morreríamos calmos no calor de um abraço?

Filipe Umbrae

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Versos à Lua...

This picture was captured and edited by Filipe Umbrae.

Pois é... Um mês sem postar,mas agora estou aqui,firme e forte...
Já tenho algumas coisas arquivadas,"que coloquei na agulha",
estou pronto pra atirar.

Essa que vou postar agora,estou reescrevendo.A original está aqui,foi escrita em 2001,
eu tinha 18 anos,ou seja,adolescente... E muita coisa eu acho interessante modificar na
hora de postar,mas sem perder a essência.


Versos à Lua

Lua, minha Lua, só tu me acompanhas
Só você, nesta noite me ilumina
Só tu neste momento, és minha acompanhante.

Uma tristeza profunda invade minhas entranhas
A tristeza e a fumaça da nicotina.
Vejo me como um cadáver ambulante.

Lua dos apaixonados, minha bela amiga
Neste meu momento, solitário
Uma coisa muito me intriga
Por que este descontentamento diário?

Por que não ficas até a alvorada?
Ah minha amiga estimada
E não me visitas todos os dias?
Eu muito te agradeceria...
Filipe Umbrae