quarta-feira, 30 de junho de 2010

Demônio Nordeste


Olá! Após 4 longos mêses sem postar nada, sem escrever nada e sem produzir nada... entre outros probleminhas, volto a lhes escrever. Também posso lhes dizer que estou de férias! Na verdade não sei se isso vai me ajudar a produzir mais, escrever mais ou se isso irá apenas atenuar a minha preguiça... Não sei, mas um dia mato-a, antes que ela me mate!!! Enfim! Acabei de escrever esse soneto, pensando em um grande amigo meu. Pode ser estranho "para alguns" dedicar um poema à um amigo, mas acho isso completamente normal. Afinal, amizade é algo que valorizo bastante. As boas amizades, é claro! Por que existem amigos que ao invés de adicionar, subtraem. E isso eu digo não me referindo ao material, mas a vida em geral... E esse amigo me é muito especial, assim como todos os meus amigos, de verdade, são!!! Enfim! Aí vai o soneto, saiu do forno agora!!!

Demônio Nordeste


Ao longe, nos limites de minhas vistas

Paira sombria forma em regiões agrestes

Tão longe em arenosas pistas

Perambulando em nortes e lestes


Seu comportamento, enigmático,

Se distorce nas profundezas da mente

Ora agitado, nostálgico...

Ora moribundo, seco, doente...


Enigmas, sob um sol desértico

E uma noite gélida, indecifráveis

Voam nos limites do real e do fantástico


Em ruínas de noites intermináveis

Numa metamorfose entre o cético e o místico

Especulo o irreal e o lógico


Filipe Umbrae